Meio Ambiente: Um Pouco da História da Educação Ambiental – Parte II


Foto tirada no "NossoParaíso" o nascimento de um Beija-flor e depois ele já na árvore em seu esplendor.
Em 1965 é utilizada a expressão "Educação Ambiental” na "Conferência de Educação" da Universidade de Keele, Grã-Bretanha. Em 1966 é feito o Pacto Internacional sobre os Direitos Humanos - Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 1968 nasce o primeiro Conselho para Educação Ambiental e neste mesmo ano acontecem às manifestações de Maio na França.
No Reino Unido e em 1972, nasce o Conselho de Roma, que produz um primeiro relatório sobre os limites do crescimento econômico, o qual estudou ações para se obter um equilíbrio global a partir da redução do consumo, com diversas prioridades sociais.
Na década de 70 diversos outros fatos importantes se sucederam chamando a atenção do mundo para os problemas ambientais como:
- A publicação do Relatório "Os Limites do Crescimento” do Clube de Roma em 1972; - O “Manifesto de Sobrevivência", pela revista britânica The Ecologist;
- A Conferência das Nações sobre o Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia, na qual se constituiu a declaração sobre o Ambiente Humano ou Declaração de Estocolmo no mesmo ano, em que expressa a meta de que "tanto as gerações presentes como futuras, tenham reconhecidas como Direito Fundamental, a vida num ambiente sadio e não degradado" (Tamanes – 1977).
Neste mesmo ano a ONU, criou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em Nairobi, no Quênia e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), criou o primeiro curso de pós-graduação em Ecologia no Brasil.
Ainda em 1974 aconteceu Seminário de Educação Ambiental em Jammi na Finlândia, onde foi reconhecida a Educação Ambiental como educação integral e permanente.
Em 1975 a Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO), a Ciência e a Cultura, promoveu em Belgrado, na Iugoslávia, o Encontro Internacional de Educação Ambiental, no qual criou o Programa Internacional de Educação Ambiental (PIEA), segundo o qual, a Educação Ambiental deve ser continuada, multidisciplinar, integrada às diferenças regionais e voltada para os interesses nacionais.
Ao final deste encontro foi constituída a "Carta de Belgrado" que é considerada um dos documentos mais lúcidos e importantes gerados nesta década.
Trata da satisfação das necessidades e desejos de todos os cidadãos da Terra e propõe que:
- As causas básicas da pobreza, como a fome, o analfabetismo, a poluição, a exploração e a dominação, devem ser tratados em conjunto, para serem erradicadas:
- nenhuma nação deve se desenvolver à custa de outra nação, havendo necessidade de uma ética global;
- a reforma dos processos e sistemas educacionais é central para a constatação dessa nova ética de desenvolvimento;
- a juventude deve receber um novo tipo de educação que requer um novo e produtivo relacionamento entre estudantes e professores, entre escolas e comunidade, entre o sistema educacional e sociedade.
O documento finaliza com a proposta de um programa mundial de Educação Ambiental.







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