Meio Ambiente: Você sabe cuidar do que é seu? Então cuide também do que é nosso: O planeta e a Saúde.
Com a Revolução Industrial surgiram as primeiras indústrias, a máquina a vapor e por conseqüência, a emissão de gases tóxicos (CO2) na atmosfera.
Na Segunda Revolução, a tecnológica, fronteiras foram conquistadas, saindo da atuação local; investimentos foram feitos para o desenvolvimento de máquinas mais potentes, parques industriais com mais infraestrutura devido a crescente demanda por bens de consumo como o automóvel, geladeira, televisão.
E quem começou a sentir os efeitos dessas transformações?
O Planeta e o Ser Humano.
Ambos começaram a respirar um ar até então desconhecido; com gosto, cheiro, cor, impuro.
Assim como a evolução das empresas, a poluição ganhou proporções globais perceptíveis nas folhas das plantas, no ar, no céu durante a noite e dia, nos pulmões, através das vias respiratórias, irritação nos olhos, coceira pelo corpo.
Árvores que beiram grandes avenidas estão sofrendo com os gases emitidos pelos escapamentos automotivos, etc, etc, etc. Até ai, tudo bem.
Acredito que você, leitor, entendeu mais ou menos que todo mundo está sofrendo com as transformações mundiais de uma forma ou de outra, correto? Eu poderia ficar aqui, escrevendo e escrevendo cada vez mais sobre termos técnicos, Revoluções entre outros dados científicos lindos para aqueles entendedores do assunto.
No entanto, escolhi falar um pouco de mim, de uma experiência pessoal que tive e que ainda sofro com as suas conseqüências.
Sou natural de Porto Alegre e há aproximadamente oito anos, resido nessa mega metrópole, que é São Paulo.
Amo de paixão esse lugar, porém, ao chegar nessa selva de concreto, percebi algo estranho: no céu não havia estrelas, tinha a impressão que estava sempre com aquele “ar” de que “hoje vai chover de novo”.
Eu ouvi falar muito que aqui era a terra da garoa, até ai tudo bem. No entanto, os dias passavam e essa tal chuva nunca “caia”.
Meu nariz começou a ressecar, tosses secas surgiram, mal estar, entre outros efeitos, típicos de cidades grandes que possuem tráfego intenso de carros, caminhões e motos; além de grandes indústrias; ausência de verde pela cidade.
Enfim, percepções que até então eu nunca havia tido ou me preocupado em analisar quando ainda morava em Porto Alegre ou porque não tinha isso por lá.
Mesmo assim, resolvi e decidi continuar aqui por inúmeros motivos e para me adaptar, tive que aceitar essas transformações que fui sentindo ao longo dos anos.
Agora eu pergunto: poderíamos evitar esse tipo de problema típico de grandes centros urbanos? Eu diria que sim. E como? Por meio de pequenas ações.
Meu pai me ensinou a comer uma maçã até a sementinha para evitar o desperdício e essa sementinha teria seu destino direto para a terra na forma de adubo.
Minha mãe me ensinou a guardar os restos de sabão e banha de porco e/ou gado ou mesmo óleo de cozinha para depois utilizá-los para fazerem novas barras de sabão (meus pais são naturais da serra gaúcha e trabalharam na agricultura por anos até se mudarem para Porto Alegre, conhecem muito a respeito do reuso de muitas matérias primas desconhecidas por nós, cidadãos que vivem nas capitais).
Outro exemplo de “chamada” muito comum que meus pais davam era: tu estás no quarto? Mesmo eles me vendo sentada no sofá da sala. Eu perguntava: Por quê? Porque a luz está acesa.
Entenderam agora o que pequenas ações que começam dentro de casa podem fazer com a mente e a educação de cada individuo em uma sociedade que cresce na base do consumo excessivo?
Até hoje, ao sair de qualquer ambiente, seja ele na minha casa, em algum restaurante, bar, balada, apago as luzes, evito deixar as torneiras abertas quando não as estou utilizando.
É ruim quando falta água ou energia elétrica não é? Viram como é um ciclo vicioso, que ao longo da existência do homem fomos nos tornando dependentes dessas evoluções, mas não nos preocupamos se um dia isso tudo poderia acabar ou prejudicar o meio onde vivemos?
Vou dar outro exemplo bobo: se você está ou reside há 2, 3 ou até mesmo 6 quadras de sua escola ou trabalho, por que não ir a pé? Por que tirar o carro da garagem? Porque não andar de bicicleta?
Quando não existiam os carros, muitos caminhavam dias até meses a pé. Lembram dos Bandeirantes? Aquele grupo de desbravadores? Se não lembram, pesquisem nos livros de História do Brasil. É importante conhecermos os fatos que marcaram o desenvolvimento de nosso país; um paraíso ecológico descoberto por colonizadores portugueses e que está sofrendo com o crescimento industrial assim como os países desenvolvidos.
Bom, voltando... Eu adoro caminhar, eu procuro fazer tudo o que posso a pé. Será que tem a ver com uma das etapas da minha educação? Vamos às respostas:
Primeiro que eu residia perto da escola, segundo que eu tinha que me exercitar porque faz bem para o corpo, terceiro porque meu pai sempre dizia: pra que gastar gasolina e bateria do carro pra andar cinco quadras? Ou seja, a economia financeira também gera economia ambiental.
Percebe-se, novamente, que em tudo está a preocupação com o Meio Ambiente.
Eu não estudei nas melhores escolas, meus pais não pagaram minha faculdade e muito menos minha pós-graduação quem dirá minha moradia em São Paulo.
Mas nem por isso deixei de ser educada de forma simples e consciente e é isso que quero mostrar e pedir para cada um de vocês, leitor, preocupado com o ar que respira, com o meio onde vive, com a água que mata a sua sede, com que toma seu banho, com a luz que ilumina um ambiente escuro.
Viram como é simples, não dói, não exige muito estudo, nem dinheiro, somente vontade de agir corretamente.
Educação Ambiental não se paga pra aprender, se aprende de graça e utilizando o que de melhor temos: nossa fauna e flora naturais.
Vá ao jardim botânico de sua cidade ou numa simples pracinha e olhe como é linda a natureza.
Pense nisso, mas não perca mais tempo, hoje em dia ele está mais precioso que as jóias da monarquia francesa, expostas no Museu do Louvre.
Olhe só mais essa, caro leitor, prometo que estou chegando ao final do artigo: na escola eu aprendia o básico. Tínhamos grupos diferentes e cada grupo ficava responsável por limpar a sala de aula em dias intercalados, coletar o lixo, lavar os pratinhos de refeição, cuidar da horta.
Aprendi a reciclar papel quando tinha 9 anos. Lembram do grão de feijão no algodão? Então, não era uma conquista quando brotava?
De novo eu pergunto: onde estão esses valores? Não posso acreditar que se perderam ao vento, até mesmo porque o vento também carrega poluição e os valores, geralmente, costumam ser positivos, do bem. Não resistem a tanta sujeira assim como nosso corpo não resiste quando exposto por tempo demais a gases tóxicos.
Com o Meio Ambiente não é diferente. Acompanhem as pesquisas sobre a Floresta Amazônica. Sobre a vida marinha que respira o lixo alijado por navios cruzeiro.
Se você, amigo leitor, não tem idéia do quanto tempo uma garrafa plástica leva para se deteriorar, pesquise, é bom, é inteligente, não precisa gastar muito do seu tempo, é de graça e você ainda pode gerar uma discussão com aquele chato que sempre diz saber tudo, mas erra na hora de jogar uma bituca de cigarro no chão, por exemplo.
É lindo ver um jardim como o do Parque Burle Marx, Jardins Botânicos da vida, avenidas arborizadas, lagos, países europeus com aquela paisagem de filme não é?
Porque, então, nós, seres humanos, dificultamos tanto a manutenção dessas belezas naturais, hein? Fica aqui esse questionamento.
Karina Isoton, Bacharel em Relações Internacionais, pós graduada em administração com ênfase em Meio Ambiente pela Fundação Getúlio Vargas – SP.
Francês na Universidade Católica de Toulouse, França; Negociações Internacionais pela USP; Responsabilidade Social Empresarial na ABERJE; Comunicação e Meio Ambiente nas Empresas pela ABERJE.
AÇÕES NA ÁREA AMBIENTAL: EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA EM PORTO ALEGRE, PARCERIA COM A ONG UM TETO PARA MEU PAÍS, REURBANIZAÇÃO DE VIAS PÚBLICAS EM PARCERIA COM OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO, ADAPTAÇÃO DE MATERIAL DA COMUNICAÇÃO PARA MATÉRIA PRIMA CERTIFICADA SOCIALMENTE, PARTICIPAÇÃO EM FÓRUNS/CONGRESSOS E FEIRAS SUSTENTÁVEIS, CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, PESQUISA DE MERCADO NOS EUA (entender o que os norte-americanos fazem em prol do Meio Ambiente)







Comentários
15 comments postedThat's way the bestest aneswr so far!
d5JScX advudryuwoda
Thanks for being on point and on treagt!
Aritcels like this make life so much simpler.
Olá para todos!
Passo aqui para deixar meus sinceros agradecimentos a todos que postaram seus comentários.
Podem ter certeza que contribui e muito para quando escrevo.
Sem entender e ter as sugestões, dúvidas, anseios, desejos de vocês, com certeza nada disso pode acontecer de forma redonda. Tudo na vida é feito por meio da troca de experiências, vivências.
Então, só tenho a pedir que continuem contribuindo com seus comentários e agradeço de coração.
Beijo enorme
Bom domingo
Karina Isoton
No subgroup esta wupload premium account si disgusted difficulties al
Olá Karina,
Excelente o seu texto.
A preocupação com o planeta em que vivemos passou a ser questão de sobrevivência das nossas gerações futuras.
Hoje nas minhas atividades passei a pensar de forma que minhas ações sejam orientadas por um modelo sustentável para o nosso meio ambiente.
Tenho lido alguma coisa sobre sustentabilidade e gostaria de aplicar nas minhas atividades profissionais. Espero contar com sua ajuda.
Abraços, Paulo de Tarso.
Valeu, Karina.
Parabéns, mesmo!
Lembremo-nos de Fernando Pessoa: "Tudo vale à pena quando a alma não é pequena"
Saudações
Felicidades
Cara amiga,
Parabéns pelo texto, adorei, é uma mensagem superimportante!
Tive cedo também educação ambiental, reciclar e controlar o consumo faz parte do meu dia-a-dia, uma atitude que passei para minha esposa e meus filhos - em casa reciclamos tudo e as crianças simplesmente adoram participar.
Adicionalmente nem sei em quantos idiomas eles entendem "desliga a luz do banheiro, quarto, sala, etc.", rsrsrsrs.
Sucesso para ti, até a proxima semana,
Patrick
Olá Karina,
Parabéns pelo artigo publicado...
Ficamos orgulhosos por compartilhar deste momento tão importante na sua vida.
Sucesso!!!
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