O MULTICULTURALISMO EM NYC – CAPITAL DO MUNDO

Estou na cidade de Nova Iorque há aproximadamente 1 mês e ficarei por um longo período. Cheguei aos Estados Unidos com o intuito de aperfeiçoar a língua norte-americana. Porém, não diferente da penúltima vez em que estive aqui, tirei alguns dias para pesquisar sobre meio ambiente, desenvolvimento sustentável, responsabilidade social e temas similares. Pois, de uma forma ou de outra, todos nós temos os Estados Unidos como exemplo ou modelo para alguma coisa: seja tecnologia, negócios, mercados, invenções.
O primeiro lugar em que tive acesso as informações foi na própria universidade onde estou estudando.
Ao fazer um tour para conhecer o campus, um dos professores, mostrou o prédio Sustentável.
É um prédio feito com material e tecnologia sustentáveis ou tecnologia limpa. Como preferir. Utiliza mais vidros para facilitar a entrada do sol, reduzindo o consumo diário de energia elétrica. Pouca madeira, evitando a probabilidade de incêndios, fato esse muito comum nos Estados Unidos (a maioria das casas são de madeira porque mantém os ambientes mais aquecidos durante o longo inverno na America do Norte). Ferro somente para sustentar a construção e por desgastar menos com o tempo.
Acredito que até aqui alguns de vocês tenham noção da função de cada material utilizado na construção.
Ao visualizar uma obra como essa, pensei que ainda é pouco considerado com que os Estados Unidos ainda pode fazer em prol de um meio mais sustentável.
Bem ou mal, assim como a China não assinaram o Protocolo de Quioto (documento destinado aos países industrializados referente ao investimento em tecnologias mais limpas para evitar a emissão de gases poluentes lançados na atmosfera). Subentende- se que estão abrindo mão de qualquer responsabilidade que venha a cair sobre suas cabeças.
Outro ponto a ser levantado é o fato de nós, latino-americanos quando comparados aos norte-americanos, sermos mais criativos. Porém, não obtemos o mesmo sucesso nos resultados.
Eu tenho uma prévia resposta: falta planejamento.
Por questões históricas e culturais não temos o hábito de criar nossas próprias regras e as expor.
Cumprimos processos organizacionais provenientes das grandes empresas internacionais devido a forte influência exercida sobre nós ao longo dos séculos (A Revolução Industrial serve como base histórica).
Sabemos também que a falta de investimento por parte do Governo Federal e estadual contribui com a falta de desenvolvimento e aperfeiçoamento.Precisamos ter mais foco e suporte dos setores público – privados.
Para encerrar essa breve colocação, posso dizer que os Estados Unidos são menos criativos do que nós, latino – americanos, quando pensamos em ações em prol do meio ambiente e da sociedade civil. Porém, possuem condição financeira favorável.
Quem sabe se exigirmos um pouco mais de respeito pela nossa capacidade profissional, deixando de lado o fato de vivermos em países subdesenvolvidos, não conseguiremos andar “com nossas próprias pernas”?
Quem sabe o mundo ideal não seria juntarmos a nossa capacidade de criação com a capacidade financeira das potências?
Os Estados Unidos continuam crescendo e expandindo as suas indústrias para além de suas fronteiras.
A China continua produzindo em larga escala utilizando mão de obra escrava e assim o mundo está caminhando rumo ao oposto do desenvolvimento sustentável e saudável.
Está correto?
Karina Isoton, Bacharel em Relações Internacionais, pós graduada em administração com ênfase em Meio Ambiente pela Fundação Getúlio Vargas – SP. Francês na Universidade Católica de Toulouse, França; Negociações Internacionais pela USP; Responsabilidade Social Empresarial na ABERJE; Comunicação e Meio Ambiente nas Empresas pela ABERJE.
AÇÕES NA ÁREA AMBIENTAL: EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA EM PORTO ALEGRE, PARCERIA COM A ONG UM TETO PARA MEU PAÍS, REURBANIZAÇÃO DE VIAS PÚBLICAS EM PARCERIA COM OS SETORES PÚBLICO E PRIVADO, ADAPTAÇÃO DE MATERIAL DA COMUNICAÇÃO PARA MATÉRIA PRIMA CERTIFICADA SOCIALMENTE, PARTICIPAÇÃO EM FÓRUNS/CONGRESSOS E FEIRAS SUSTENTÁVEIS, CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, PESQUISA DE MERCADO NOS EUA (entender o que os norte-americanos fazem em prol do Meio Ambiente)







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